Turismo e Inovação! Atrair, encantar, fazer permanecer e movimentar sua economia local.
por Rogério Assis Brasil Para municípios pequenos e médios, isso é extremamente relevante.
Especialmente diante de um cenário em que muitos podem enfrentar insegurança sobre receitas futuras.
Mas há um equívoco perigoso: ter um atrativo não é ter turismo. Aqui talvez esteja o principal erro de interpretação. O que gera desenvolvimento é o produto turístico estruturado.
Para isso exige, acessos, sinalização, qualificação de pessoas, narrativa territorial, gastronomia estabelecida, serviços organizados, promoção do local e por fim, algo que entra fortemente na nova estruturação do turismo a inteligência de dados.
Afinal, inovação no turismo também significa compreender comportamento do visitante, permanência, consumo, vocações territoriais e oportunidades ainda invisíveis aos municípios.
A equação não é apenas ter atrativos. É transformar ativos territoriais em experiências consumíveis. Percebemos que existe uma ameaça silenciosa: cidades esperando soluções externas e não acreditando na sua unicidade, no seu terroir.
Em tese, muitos municípios podem passar os próximos anos apenas discutindo perdas da reforma tributária, aguardando compensações ou soluções vindas de cima. Talvez isso seja insuficiente.
A pergunta estratégica deveria ser:
Como gerar mais circulação econômica local?
E poucas políticas têm capacidade tão territorial quanto o turismo. Não como solução mágica, mas como instrumento de diversificação econômica. É claro: nem todos os municípios terão vocação turística forte e tudo bem. Nem toda cidade conseguirá construir um destino competitivo, mas muitos lugares possuem potenciais subutilizados e sequer começaram a organizá-los.
Temos a impressão de que existe, ainda, muito espaço para articulação entre os debates da reforma tributária e o desenvolvimento turístico municipal. Em muitos lugares, turismo continua sendo tratado como pauta acessória.
Enquanto isso, talvez uma transformação importante esteja acontecendo diante dos nossos olhos: municípios que souberem criar experiências, atrair pessoas e gerar permanência podem se tornar mais resilientes economicamente.
O turismo pode e deve ser política de desenvolvimento regional, visando a qualificação de pessoas, melhoria de cidades e para o gradativo aumento de autoestima da população. Talvez a discussão não devesse ser apenas: Quanto meu município pode perder com a reforma? Mas também: Quanto consumo conseguimos gerar dentro do nosso território?
Porque o município do futuro talvez não seja apenas aquele que arrecada.
Mas aquele que consegue: atrair, encantar, fazer permanecer e movimentar sua economia local.
A nova economia dos territórios provavelmente exigirá mais criatividade, inteligência, colaboração e inovação para transformar ativos locais em experiências econômicas E o turismo, gostemos ou não, pode ocupar um papel muito mais estratégico do que muitos ainda imaginam.
Instituto Assis Brasil


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