Pacto pelo Turismo e Inovação: A nova Reforma Tributária pode obrigar cidades a repensarem o Turismo.
- julianavidalmarcon
- há 1 dia
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por Rogério Assis Brasil e Juliana Marcon

Estivemos participando do Connect Pampa 2026, Santana do Livramento, RS, e a discussão sobre a nova reforma tributária que tem dominado reuniões, também foi assunto. A pergunta tem sido recorrente: Meu município vai perder arrecadação?
A preocupação é legítima, mas talvez estejamos fazendo a pergunta errada.
Com a nova lógica tributária baseada no consumo, especialmente com a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), uma transformação silenciosa começa a emergir nos territórios brasileiros: o local onde as pessoas consomem passa a importar mais do que o local onde se produz.
E isso deveria acender um alerta ou melhor, uma oportunidade para muitos municípios, especialmente os pequenos. O turismo pode deixar de ser ‘complementar’ e assumir um papel estratégico no desenvolvimento econômico local. Mas isso exigirá algo essencial: inovação na forma como os territórios compreendem seus ativos, organizam suas experiências e estruturam novas economias.
Durante muito tempo, o segmento do turismo foi tratado por muitos municípios como algo secundário. Em inúmeros casos, resumiu-se a calendários de eventos, festas locais ou ações isoladas de promoção.
Um grupo de cidades brasileiras, passou a enxergá-lo, também, como uma política de desenvolvimento econômico com arrecadação direta e indireta.
Mas a reforma tributária talvez force uma mudança de mentalidade. Se a arrecadação passa a estar mais conectada ao local do consumo, municípios capazes de atrair visitantes, estimular permanência e gerar experiências econômicas podem encontrar uma nova vantagem competitiva.
A lógica deixa de ser apenas: produzir para arrecadar. E passa também a ser: atrair pessoas para consumir. Essa mudança de chave é profunda.
Uma agroindústria aberta à visitação, com propriedade organizada e integrada a uma experiência turística, torna-se um grande diferencial ao territorial. O mesmo vale para os roteiros gastronômicos, culturais e religiosos. São as experiências autênticas ligadas ao território.
O segmento do turismo mudou. E está tudo bem!! As pessoas não buscam apenas destinos, buscam: experiências, pertencimento, autenticidade e memória.
E isso pode representar uma oportunidade real para municípios que dificilmente atrairão grandes indústrias ou investimentos tradicionais. Muitas pequenas cidades talvez não se tornem polos industriais, mas podem se tornar territórios desejados. Isso tem valor econômico.
O turismo distribui renda, satisfação e bem-estar e saibam, isso importa.
Há outra característica pouco debatida. Quando um visitante chega a um município, o impacto costuma ser transversal: O meio de hospedagem ganha; o restaurante ganha; o posto de combustível ganha; o guia local ganha; a agroindústria vende; o artesão comercializa e o comércio gira.
Em outras palavras: o turismo espalha economia.
Instituto Assis Brasil
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